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17ª live – IMPACTO DA ALTERAÇÃO HIDROTERMAL NA QUALIDADE DOS RESERVATÓRIOS CARBONÁTICOS DO PRÉ-SAL NO NORTE DA BACIA DE CAMPOS – PARTE II

NA PRÓXIMA QUINTA -FEIRA, 11 de NOVEMBRO de 2021 – às 17h30, DAREMOS CONTINUIDADE AO TEMA, COM A SEGUNDA PARTE DA APRESENTAÇÃO.

Os processos diagenéticos e hidrotermais que ocorrem nos carbonatos do Pré-Sal afetam diretamente na qualidade e produtividade nesses importantes reservatórios. A aplicação do conhecimento relativo a esses processos constitui relevante inovação tanto para exploração quanto para o desenvolvimento da produção, pois a evolução diagenética e ação hidrotermal ainda não haviam sido consideradas adequadamente na geologia de reservatórios, modelagem geológica e geomecânica, e simulação de fluxo.

O conjunto de análises obtido utilizando a integração de técnicas avançadas de caracterização de rocha (análises petrográficas, mineralógicas, elementares, isotópicas e de inclusões fluidas) juntamente com dados sísmicos permitiram definir tanto a evolução diagenética quanto os processos relacionados à ascensão de fluidos hidrotermais através de sistemas de falhas e fraturas, que provocaram a dolomitização, silicificação, dissolução, carstificação e brechamento. Esses processos foram importantes para a criação e reorganização da geometria do sistema poroso nos depósitos carbonáticos do Pré-Sal.

Além disso, provocam efeito considerável sobre o fluxo de fluidos e o comportamento dinâmico dos reservatórios, através de uma melhor conexão efetiva dos poros nas proximidades dos condutos hidrotermais (impacto na permeabilidade). Esse conhecimento é de extrema importância para a otimização dos projetos de desenvolvimento da produção nos reservatórios do Pré-Sal, pois a presença dos processos de cimentação, dissolução e carstificação em partes do reservatório terá grande impacto na escolha das regiões de perfuração e completação de poços.

A correta caracterização do efeito dos processos e produtos diagenéticos e da circulação focalizada de fluidos hidrotermais sobre a qualidade dos reservatórios do Pré-Sal é uma contribuição valiosa para o desenvolvimento de modelos mais realistas e preditivos em relação à ocorrência das melhores fácies-reservatório, na otimização no posicionamento das locações e na completação e produção/injeção dos poços.

Palestrante:

BRUNO EUSTÁQUIO MOREIRA LIMA

Graduado em Geologia pela UnB; Mestre em Sensoriamento Remoto pelo INPE, Doutor em Estratigrafia pela UFRGS.

Especialização em Geoestatística (University of Alberta/Centre for Computational Geostatistics (CCG), Especialização em Modelagem Geológica 3D de Reservatórios (Universidade Petrobras).

Ingressou na Petrobras em 2003 como Geólogo de Reservatórios. Atua como Consultor Sênior desde 2013.

Moderadores:

SYLVIA ANJOS

Geóloga e Adm Empresas pela UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Geologia pela University of Illinois.

MBA em Adm, Negócios e Marketing pela FGV.

Especialização administrativa/gerencial pela Fundação Dom Cabral, INSEAD na França e  Kellogg School nos USA.

Entrou na Petrobras em 1979, onde trabalhou por 42 anos.

Atuou em órgãos operacionais, P&D, Reservatórios, Gestão de Laboratórios, na exploração do Pré-Sal, entre outros.

Desenvolveu o programa pioneiro de TD para o “Libra-Asset do Futuro”.

Membro e co-fundadora do Comitê de diversidade do IBP desde 2018.

Foi presidente por 2 termos na ABGP e também vice-presidente da AAPG Latin America.

Atual Diretora de Relações Externas na ABGP.

 

LAURY MEDEIROS DE ARAÚJO

Geólogo (UNISINOS-1978) e Doutor em Ciências pela UFRGS (estratigrafia e geoquímica da Fm. Irati).

Trabalhou na Petrobras desde 1979.  A partir de 2001 atuou na gerência de modelagem de sistemas petrolífero, na função de Consultor Sênior – de 2004 a 30 junho de 2020.

Participou de projetos de P&D no Brasil e no exterior (Centros de pesquisas na Europa, USA, Canadá e Israel).

Ganhador do Prêmio Rodi Ávila Medeiros (2018) da ABGP: pela relevante contribuição para o avanço da geologia do petróleo no Brasil. Autor do livro Fundamentos de sistemas petrolíferos (prelo).

 

CRISTIANO LEITE SOMBRA

Cristiano Leite Sombra, geólogo graduado pela Universidade Federal da Bahia em 1977, ingressou na Petrobras em janeiro 1978 onde atuou até fevereiro de 2021. Atuou em atividades ligadas a Reservatórios e a Exploração, em Aracaju e no Rio de Janeiro. Concluiu mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto em 1987 em petrologia sedimentar. Desde 1987 atuou no CENPES, em atividades relacionadas com petrografia, modelos de previsão de porosidade, integração rocha-perfil-sísmica, petrofísica, dano a formação e, de 2007 a 2020, coordenou o Prosal, programa tecnológico para o desenvolvimento da produção dos reservatórios pré-sal.

 

ROGÉRIO SCHIFFER DE SOUZA

Graduou-se em Geologia (1980) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos, São Leopoldo, RS); obteve o título Mestre em Geologia (1987) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Rio de Janeiro, RJ); obteve o título de PhD em Geologia do Petróleo (1999) pela The University of Texas (Austin, EUA). Ingressou na Petrobras em 1987 onde atuou Consultor Sênior na área de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de exploração e produção concentrado nos temas de sedimentologia e petrologia de rochas da seção pré-sal, diagênese e predição de qualidade de rochas reservatório siliciclásticas e proveniências de arenitos.

Professor nas UFRRJ, PUC-RJ, UFRJ/COPPE, Universidade Gama Filho e tem cerca de 250 documentos técnicos publicados, incluindo relatórios técnicos, abstracts de trabalhos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais, trabalhos em periódicos científicos e capítulos de livros. Orientou teses de mestrado e doutorado e participou de bancas examinadoras de mestrado, doutorado e de concurso para professores de universidades brasileiras. Atualmente é professor de Geologia de Petróleo na PUC-Rio e Consultor Sênior independente.

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