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IN MEMORIAM

No Brasil, o estudo das ciências geológicas é relativamente novo. Teve início no mandato do Presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), com a assinatura do decreto que criou a Campanha de Formação de Geólogos (CAGE). Antecedendo a esta ação pioneira e necessária, a Petrobras, fundada em 3 de outubro de 1953, também formulou uma política de treinamento, congregando vários profissionais de nível superior, das mais diversas origens, propiciando-lhes cursos de especialização em GEOLOGIA DE PETRÓLEO. De lá para os anos mais recentes, Brasil afora, vários cursos de Geologia e ciências afins foram criados. Atualmente, embora ainda deficiente, há um número significativo de profissionais dedicados a estes ramos das geociências.

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A página In memoriam é, agora, incorporada ao nosso site com o objetivo de resgatar nomes de colegas, de qualquer geração, e que tenham contribuído significativamente para o desenvolvimento ou o conhecimento da Geologia do Petróleo do Brasil, principalmente. Como tendência do curso natural da vida, os mais idosos partem primeiro. Assim, muitos destes nomes, também homenageados em vida pela ABGP, estarão ligados à história da Petrobras, quer a partir de seus primeiros cursos de especialização, quer a partir da CAGE. Esta primeira geração é composta pelos verdadeiros pioneiros que lançaram os principais pilares de todo o conhecimento que temos sobre a Geologia do Petróleo de nosso país. how much r sex dolls?

GEÓLOGOS

É com profundo pesar que a ABGP comunica o falecimento de Paulo César Gaglianone no dia 22/09/2021.

Natural do Rio de Janeiro, Paulo César graduou-se em Geologia pela UFRJ em 1968 e concluiu seu mestrado em 1971 pela mesma universidade. Iniciou sua carreira na Petrobras em 1972 no Distrito de Exploração da Bahia onde desempenhou atividades de acompanhamento e avaliação de poços exploratórios nas bacias do Recôncavo e Tucano. Posteriormente foi transferido para o CENPES onde se destacou como um brilhante geoquímico, prestando uma grande contribuição à Companhia, tanto como técnico como gerente. No CENPES coordenou diversos projetos relevantes focados na avaliação geoquímica regional de bacias sedimentares, destacando-se projeto em parceria com o DEPEX na Bacia do Espírito Santo no início dos anos 80, que proporcionou um novo rumo para a exploração petrolífera no Brasil. Atuou como gerente do Setor de Geoquímica do CENPES a partir de 1984, incentivando a implantação de importantes laboratórios e promovendo a intensa participação da geoquímica no processo exploratório da Petrobras. No final da década de 1980 foi um dos sócios fundadores e primeiro presidente da Associação Latino-Americana de Geoquímica Orgânica – ALAGO, que facilitou a integração da comunidade de geoquímica orgânica de universidades e empresas petrolíferas no Brasil, Argentina, Colômbia, Venezuela, México e Cuba entre outros.

Paulo César era um profissional entusiasta, incansável e inspirador e uma pessoa extremamente acessível, agregadora, generosa e afável. Responsável pela formação e treinamento de novos geoquímicos, transmitia um comprometimento ímpar com a empresa e uma postura ética irretocável.

Deixou um importante legado a ser seguido por todos nós que tivemos a sorte de conhecê-lo, assim como pelas novas gerações de geoquímicos. Com profunda tristeza manifestamos nossas mais sinceras condolências aos seus familiares. Você vai fazer muita falta, Comendador Gaglianone, siga em paz.

Falecido em 10/7/21 – Airton Adolpho Northfleet, gaúcho de Porto Alegre, graduou-se em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou sua carreira por Belém, PA, em 1962, como parte dos primeiros grupos de geólogos brasileiros na exploração da Petrobras. Foi geólogo de campo e, nessa função, fez importante contribuição no mapeamento de bacias como Acre e o Paraná, entre outras.
Foi gerente de exploração da Braspetro, no Egito, assim como atuou no Iraque, na época da descoberta de Majnoon. Com o advento da primeira abertura do Brasil aos investimentos estrangeiros em O&G, no final dos anos 1970, foi o gerente responsável pela exploração na SUPEX (Superintendência do Contratos de Exploração), de onde saiu para assumir o GEPAP – Grupo Especial do Projeto Antártica na Petrobras, em 1986, que, eventualmente se transformou no GEACON – Grupo Especial da Antártica e Plataforma Continental.

Um dos mais importantes desdobramentos dessas iniciativas foi o LEPLAC, uma parceria profícua entre a Petrobras e a Marinha do Brasil no levantamento da plataforma continental brasileira. Como um dos responsáveis por esses projetos na Antártica e na Plataforma Continental brasileira, Northfleet consolidou um forte relacionamento entre a Marinha e a Petrobras, que serviu como base para a futura ampliação dos limites territoriais brasileiros, a Amazônia Azul.

Airton era conhecido pela sua extrema dedicação e pela disciplina – uma pessoa de poucos sorrisos, profundamente focado no trabalho. Sempre de paletó e gravata, era muito querido e respeitado, sempre disponível a ajudar. Uma enorme perda para a coletividade geológica.
Aposentou da Petrobras em 1990, quando passou a se dedicar ao seu esporte favorito, os barcos à vela, com muita alegria e igual dedicação.
Manifestamos o nosso pesar e as sinceras condolências aos seus familiares e amigos.

Vicente de Paula Caldas Pimentel, nascido no dia 21/8/1952 em Santa Quitéria-MA. Formado em geologia pela Universidade Federal do Ceará. Nos deixou no dia 27 de junho de 2021, em um domingo de sol na cidade do Natal-RN.

 

Ingressou na Petrobras em 1978, por Belém, mas foi na unidade de exploração de Natal que desempenhou por mais de trinta anos suas atividades profissionais como técnico e gerente ligadas principalmente ao Acompanhamento Geológico de poços e, depois, na área de Reservatórios das bacias Potiguar e Ceará até 2009.

Além de profissional competente e comprometido, era uma pessoa de fino trato, carinhosamente chamado de “Pimentinha”. Sempre sorridente e atencioso, cativava a todos por onde passava. Ele abria um largo sorriso quando diziam que ele “era o menor geólogo da Petrobras”, dado o seu porte físico. Um grande homem em um corpo de menino.

Amigo para toda hora, Pimentel era por demais prestativo e amoroso. Uma pessoa de bom coração, justo e correto nas suas atitudes. Atuou como mentor de muitos geólogos e técnicos de geologia, tratando a todos com respeito e muito carinho.

Com seu perfil discreto, em muitos projetos do qual participava, atuava como “carregador de piano”, exercendo suas obrigações de modo exemplar. Quando trabalhando em equipe, o seu espírito conciliador era de grande valia para harmonização das tarefas. Ele sabia liderar pelo exemplo: exemplo de discernimento; exemplo de inteireza de comportamento; exemplo de solidariedade; exemplo de comprometimento com o fazer profissional.

Amigo Pimentel, a tua presença em nós sempre será de alegria e boas lembranças. Siga em paz nesse retorno ao Plano Espiritual. A tua missão entre nós foi cumprida com muita serenidade e amor. Sentiremos, sim, muita falta da tua presença física, mas a tua luz nos acompanhará por toda a eternidade.

Manifestamos o nosso pesar e as sinceras condolências a Gerusa, Jéssica, Larissa e aos demais familiares e amigos.

Moises Calazans Muniz, natural de Colatina, ES, graduou-se em Geologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1988 e obteve o título de Ph.D. pela Royal Holloway University of London, em 2012, onde apresentou tese sobre a tectono- estratigrafia dos carbonatos da Bacia de Campos, tema ao qual dedicou boa parte de sua carreira, de maneira apaixonada.


Trabalhou na Petrobras por 30 anos, dedicado à exploração, e de onde se aposentou no ano de 2020. Ao longo deste tempo na empresa, cativou a todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele, pela sua persistente curiosidade científica e disposição de ensinar, assim como pelo sorriso permanente e a amabilidade no trato com os amigos e colegas.

Destacava-se, também, pela sua religiosidade e fé, que praticava prestando trabalhos para a comunidade, encorajando os jovens a desenvolver suas potencialidades. Tinha o dom da musicalidade, atividade pela qual tinha também uma paixão!

 

Manifestamos o nosso pesar e as sinceras condolências aos seus familiares e amigos.

Carlos Eduardo Silva Coelho, natural do Maranhão, graduou-se em Geologia pela Universidade de Brasília em 1983, onde também obteve o título de mestre em 1987 e posteriormente obteve seu doutorado pela Université d’Orléans em 1994.

Ao longo de sua carreira, o Carlos desenvolveu um papel fundamental no estudo de depósitos de fluorita, ouro, chumbo e zinco, além de ser expoente especialista em inclusões fluidas, tendo sido responsável pelo trabalho pioneiro com inclusões fluidas na indústria de petróleo nacional. Com pouco mais de 30 anos de carreira, que incluíram sua passagem pelo então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), como pesquisador na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pela Petrobras, onde atuou por quase 16 anos no CENPES, Carlos teve uma ampla contribuição para a geologia nacional. Nessa carreira frutífera incluem: o entendimento da gênese dos depósitos de fluorita de Tangua, o modelo de gênese hidrotermal do depósito de ouro em zona de cisalhamento de Fazenda Brasileiro e a sua colaboração nos estudos dos depósitos de chumbo e zinco da Faixa São Francisco. Foi responsável, em conjunto com Dr. Carlos Schobbenhaus, pela organização e edição dos volumes históricos dos Principais Depósitos Minerais do Brasil, um esforço pioneiro de síntese da geologia dos recursos minerais e energéticos do Brasil. Em sua passagem pela Universidade Federal da Bahia, como pesquisador visitante, Carlos atuou na implantação do laboratório de inclusões fluidas naquela instituição.

Com seu ingresso na Petrobras, o Carlos teve a missão pioneira de implantar os métodos de inclusões fluidas na indústria do petróleo no Brasil. Durante seu período na Petrobras, sua atuação cobriu quase que total efetividade das bacias onde Petrobras mantinha atividades exploratórios, que incluem trabalhos nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Barreirinhas, Recôncavo, Amazonas, Potiguar, Parnaíba, além de atuação em bacias na Argentina e Colômbia. Não fosse seu papel pioneiro, hoje a Petrobras não contaria com tal ferramenta, que é atualmente um chave para o entendimento dos processos geológicos das bacias nacionais.

Ávido Flamenguista e pai dedicado, de personalidade reservada e sempre com um pouco da mistura da cultura francesa com o latinidade. Carlos trouxe alegria e companheirismo aos colegas de profissão, mantendo sempre comportamento ético com os colegas da área.

Carlos faleceu após uma piora significativa das condições de saúde ligadas a distrofia muscular com qual conviveu na última década.

Os companheiros e amigos do mundo geológico aqui manifestam a profunda condolência aos seus familiares e amigos.

Texto: André Luiz Silva Pestilho

Jorge Carlos Della Favera, natural de Bagé (RS), graduou-se em Geologia na UFRGS (1963), com doutorado em Sedimentologia e Estratigrafia pela mesma universidade (1990). Em mais de 50 incansáveis anos de carreira na Petrobras e na UERJ, atuou como uma das principais referências brasileiras para a estratigrafia, introduzindo os conceitos da Estratigrafia de Sequencias Moderna, aplicada em diferentes projetos nas bacias brasileiras. Foi um dos mais renomados e reconhecidos instrutores de campo, com destaque para a Bacia do Parnaíba, e uma das referências técnicas maiores no Curso de Pós Graduação em Estratigrafia da UFRGS em que especializou muitas dezenas de profissionais da Petrobras.

Expoente nacional e internacional da sedimentologia e estratigrafia, deixa um legado imensurável para a comunidade geocientífica, com diversos artigos científicos, capítulos e livros publicados, bem como orientação de dissertações e teses. Abordava a geologia como uma ciência holística e integrada, com o teste de hipóteses segundo os preceitos de Popper. Conforme destacado em seu livro “Fundamentos de Estratigrafia Moderna (2001), sua especialização em geologia sedimentar provinha da interação com os Professores Georges de Vries Klein (University of Illinois, USA) e Emiliano Mutti (Università degli Studi di Parma, Itália), “com o último aprendi o destemor em apresentar novas ideias, banindo o conservadorismo que sempre tende a controlar nosso pensamento”. No campo, a sabedoria deste ensinamento se manifestava nos afloramentos, aos nos deixar perplexos afirmando que aquilo “não ERA uma estrutura sedimentar de maré. Mas que ESTAVA uma estrutura sedimentar de maré”

Foi um dos maiores mestres de gerações de geólogos da Petrobras e de outras instituições. Era uma pessoa afável, modesto, amigo e muito competente.

Um cara muito reservado, mas de uma gentileza do tamanho do seu enorme coração.  Excelente profissional e ser humano, também ajudou a formar muitos cidadãos pelo exemplo, e ainda nos legou um neto e uma neta geólogos. Realmente um grande sujeito.

A passagem nos enche de tristeza, mas sua história nos encoraja a manter seus ideais, ensinamentos e conhecimento em prol das geociências. Nós, companheiros e amigos, manifestamos condolências aos seus familiares e parentes.

Della Favera faleceu neste sábado15 de maio de 2021 depois de longa batalha com o mal de Parkinson e complicações de um acidente doméstico.

Muito de nós tivemos a sorte de conhecer Della Favera.

É com pesar que a Associação Brasileira dos Geólogos de Petróleo (ABGP) informa o falecimento do geólogo Edson Durães, ocorrido ontem (10/5/2021) em Itajaí, Santa Catarina, aos 66 anos de idade.

Edson Machado Durães, mineiro de Curvelo, Engenheiro Geólogo formado na UFOP em 1980, iniciou suas atividades profissionais na Petrobras em 1982, na antiga Região de Produção da Bahia em Salvador, onde logo foi reconhecido pela sua capacidade de trabalho marcada pelo profissionalismo e entusiasmo, mas muito pela sua extrema generosidade humana. Isso foi sua marca ao longo de sua trajetória pela Petrobras.

Foi para a UO-Sul, em Itajaí, SC, no início dos anos 2.000. Lá atuando no gerenciamento de reservatórios, trabalhou principalmente com os reservatórios carbonáticos da Formação Guarujá, da Bacia de Santos, aos quais dedicou sua energia e conhecimento propondo soluções para o aproveitamento econômico das várias acumulações até então descobertas.

A partir de 2015, já aposentado, foi Diretor da DS Consultoria, com foco na Exploração e Produção de petróleo.

Deixa mais do que apenas um legado profissional. Deixa a memória de uma grande figura humana, um sorriso afável e carinhoso e sua maneira gentil com que tratava seus colegas e inúmeros amigos.

Amadeu Valcir Stringhini. Nossa homenagem ao Geólogo e Geofísico Amadeu Valcir Stringhini que faleceu em 05/04/2021 cuja carreira foi dedicada integralmente a Petrobras onde se aposentou em 1993. Dedicou seus 35 anos de carreira à exploração das principais bacias sedimentares brasileiras desde a sua formatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na década de 70 trabalhou nas operações geofísicas de campo na Líbia. Como geofísico de interpretação é sempre lembrado por suas contribuições à Bacia Potiguar.

No trabalho orgulhava-se dos seus mapas bem contornados, herança de suas origens na gravimetria. Era um apaixonado pela profissão e muito orgulhoso de ter ajudado a construir e consolidar a Petrobras como uma das maiores empresas de O&G do mundo.

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Ele tinha uma aparência fechada, de poucos amigos, cara de brabo mesmo. Mas era um caso típico de “as aparências enganam “. Na verdade, era uma pessoa prestativa, sempre pronto a ajudar os colegas e amigos. Um profissional muito competente, e uma pessoa excepcional!

Nos churrascos exercia sua prerrogativa de gaúcho e assumia tudo. E realmente sabia fazer.
Amadeu Stringhini, um bom amigo e uma grande figura. Perdemos agora um grande colega. Deixa muitas saudades, o Amadeu.

Osvaldo Braga da Silva. Geólogo, pela UFPA, com mestrado na UFOP e doutorado na UFRGS, era um exploracionista nato. Dizem os amigos que “ele conversava com as rochas”. Encantava os jovens geocientistas, com seu grande conhecimento e a permanente disposição para ensinar a todos, em todas as empresas que atuou. Era um apaixonado pelo que fazia. Atuou na interpretação exploratória em diversas bacias sedimentares, no Brasil e na América Latina como um todo, assim como em alguns países do oeste africano. Entre as suas grandes contribuições, destacam-se sua participação na descoberta do Parque das Baleias e na primeira descoberta dos reservatórios microbiais na Bacia de Campos.
Trabalhou por quase 30 anos na Petrobras, e posteriormente passou pela OGX, AZILAT e ECOPETROL, sempre com profissionalismo e dedicação exemplares.
Com muito pesar comunicamos a nossos associados e amigos, o falecimento do Osvaldo, vítima de complicações decorrentes de um AVC, aos 64 anos de idade. À sua família, expressamos nossas condolências.

Hamilton Rangel. A Geologia brasileira é repleta de excelentes profissionais, pessoas que dedicaram boa parte da vida a elucidar, quer do ponto de vista aplicado, quer do ponto de vista acadêmico, as nuances do interior da crosta terrestre. Hamilton Rangel foi uma dessas personalidades e dedicou-se ao estudo das bacias sedimentares.

Graduado em Geologia pela Universidade Federal Rural do Rio de janeiro (UFRuRJ), ingressou na Petrobras onde permaneceu até aposentar-se. Após a aposentadoria, além da família, dedicou-se, também, ao estudo da música. Em seu início profissional, na Petrobras, atuou na exploração da Bacia do Espírito Santo. Sendo profissional destacado, foi indicado para estudos de doutorado (Phd), na UT Austin, os quais foram concluídos, em 1983. Graças à sua expertise, integrou a primeira equipe de exploração da Unidade do Espírito Santo, na cidade de São Mateus. De volta ao Rio de Janeiro, integrou a equipe de exploracionistas do Edifício Sede da Petrobras (EDISE) e propôs várias locações de sucesso, dentre as quais se destaca aquela que descobriu o campo gigante de Roncador.

Além de excelente geocientista, Hamilton era dono de uma personalidade afável e tratava a todos com muita educação e cortesia.

Vítima da COVID-19, permaneceu hospitalizado por mais de 15 dias, vindo a falecer no dia 25/11/2020.

 

Paulo Tibana, foi um pioneiro, no Brasil, no estudo das rochas sedimentares carbonáticas. Nesta área geocientífica, sem sombra de dúvidas, constituiu-se na maior autoridade brasileira. Raro é o geólogo brasileiro que, envolvido com rochas desta natureza, não teve aulas com ele.  Graduou-se como engenheiro eletricista e mecânico em 1956 na Escola Federal de Engenharia de Itajubá-MG. Ingressou na Petrobras em 1957 e obteve sua especialização em Geologia do Petróleo em 1958 (convênio Universidade Federal da Bahia-UFBA e Petrobras-CENAP). Em 1965 e 1966 esteve na Universidade de Stanford, California, e atuou como Assistente de Pesquisa na Universidade de Illinois, Urbana, EUA, em 1970.

Ao longo de toda a sua longa e completa carreira na Petrobras, de onde apenas saiu após a aposentadoria, capacitou-se e atuou como geocientista de petróleo no país e no exterior. De início esteve envolvido com projetos relativos às bacias do Paraná e Recôncavo (geologia de superfície e de subsuperfície), tendo, em seguida, se voltado para o estudo de rochas carbonáticas e evaporíticas, incluindo-se aí depósitos cretácicos e terciários das bacias costeiras do Brasil, entre as quais, Espírito Santo, Campos, Sergipe-Alagoas, Barreirinhas e Potiguar. No exterior investigou unidades carbonáticas do Iraque, Guatemala e Trinidad. Pertenceu ao quadro de geólogos do Laboratório Central de Exploração e do Laboratório de Rochas Carbonáticas do Centro de Pesquisas da Petrobras – CENPES. Exerceu a supervisão de estágios de vários professores/profissionais brasileiros e estrangeiros que passaram pela Petrobras em busca de conhecimentos sobre rochas carbonáticas.

Escreveu um conjunto de importantes relatórios técnicos, publicou artigos científicos e preparou roteiros de campo para áreas carbonáticas. No campo do ensino sua contribuição é notável, tendo ministrado, desde 1961, cursos de geologia do petróleo, sedimentologia, estratigrafia, paleoambientes de sedimentação, recursos energéticos, análise de bacias e de rochas carbonáticas, tanto na Petrobras como nas principais universidades brasileiras. Entre as últimas, citam-se UFBA, UFOP, UnB, UFRGS, UNISINOS, UFRJ, UERJ, USP, UNESP e UNICAMP. Nesta última colaborou para a implantação do curso de mestrado em Geoengenharia de Reservatórios. Orientou, ou co-orientou, um expressivo número de graduandos e pós-graduandos, tendo participado de várias bancas examinadoras de mestrandos e doutorandos em diferentes universidades do país.

Como professor visitante, atuou na UNICAMP, UERJ e UNESP. Nesta última universidade, foi pesquisador associado do Centro de Geociências aplicadas ao Petróleo – UNESPetro, Rio Claro. Aí colaborou na implantação de laboratórios, participou no desenvolvimento de projetos de pesquisa e ensino, entre os quais aqueles em parceria com a Petrobras voltados para a formação de novos carbonatólogos para a investigação dos reservatórios petrolíferos do Pré-Sal brasileiro. É um dos autores da obra “Calcários do Cretáceo do Brasil: um atlas”, volumosa e importante síntese petrográfica das principais unidades carbonáticas lacustres e marinhas cretácicas do país, publicada em 2015. Ao longo de sua consistente e brilhante carreira, este devotado e grande geólogo brasileiro, de memória invejável, simples, honesto e colaborativo, honrou a todos nós da comunidade geocientífica. Foi merecidamente homenageado em diversas ocasiões por diferentes entidades e autores.  A respeito de Paulo Tibana, Guilherme Estrella escreve: “Deixou o bem mais precioso que um ser humano pode deixar: o exemplo de pessoa e profissional. … Tibana, você não passou pela vida sem muito contribuir para a humanidade”.

Jorge Alberto Trigüis foi um dos pioneiros no estabelecimento da Geoquímica Orgânica no Brasil, tendo iniciado sua atividade nessa área na década de 80.

Jorge Trigüis formou-se em geologia pela Universidade de São Paulo (USP) em 1963 e obteve o titulo de doutor pela Universidade de Newcastle (Inglaterra) em 1986. Como geólogo trabalhou nas empresas Camargo Corrêa, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Paulista Petróleo (Paulipetro), Indústria e Comércio de Minérios (ICOMI), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Robertson Research e no Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES).

Durante sua atuação profissional no CENPES (1987 a 1995),  Trigüis foi um dos principais artífices da fundação da Associação Latino-Americana de Geoquímica Orgânica – ALAGO –, juntamente com outros colegas da Petrobras e geoquímicos de empresas de petróleo da América Latina como Petróleos de  Venezuela (PDVSA), Empresa Colombiana de Petróleos S.A. (Ecopetrol), Petróleos Mexicanos (PEMEX) e Yacimientos Petroliferos Fiscales (YPF), além de professores de diversas universidades da região, como por exemplo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidad Central de Venezuela (UCV), entre outras.

Sempre com muito entusiasmo, Jorge Trigüis foi um importante fomentador da cooperação latino-americana na área da Geoquímica Orgânica, tendo atuado como um dos idealizadores, como sócio fundador e como presidente da ALAGO. Durante sua participação no comitê diretor da ALAGO foram realizados congressos de grande êxito no Brasil, Colombia, Venezuela, Uruguai e México.

Após sua carreira na indústria, Jorge Trigüis atuou como professor universitário na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), instituições nas quais ele orientou diversas dissertações de Mestrado e teses de Doutorado.

A comunidade de Geoquímica Orgânica no Brasil perde um de seus nomes mais importantes, e, principalmente, um de seus grandes entusiastas.

 

Paul Edwin Potter faleceu em 05 de julho de 2020, com 95 anos em Cincinnati, cidade onde viveu grande parte de sua vida como professor na Universidade de Cincinnati.

Nasceu no Estado de Ohio. Morou alguns anos no Brasil e foi professor visitante na UNESP em Rio Claro e na UFRGS em Porto Alegre.

Foi consultor da Petrobras no início da década de 1970 e fez muitos amigos na empresa, tendo recebido inclusive uma homenagem enquanto lá esteve, por sua longa carreira e contribuição à Sedimentologia.

Muito querido e muito contribuiu à Geologia, especialmente aos tantos brasileiros que foram ajudados por ele enquanto esteve nas universidades do Brasil. Quem esteve nos bancos das universidades nas décadas de 1970 e 1980 deve ter consultado um de seus livros Sand and Sandstones, escrito com outros dois grandes nomes da geologia: Pettijohn e Siever.

Seu trabalho com o Geólogo e Consultor Dr. Peter Szatmari sobre a tectônica do Mioceno, foi celebrado aqui entre nós.

O Brasil era sua segunda pátria. Adorava vir ao Rio de Janeiro e sempre esticava suas viagens a Curitiba, Porto Alegre e aos rios e praias brasileiras coletando amostras de areia para suas pesquisas de proveniência.

Paul recebeu o Prêmio Pettijohn de Excelência em Sedimentologia da SEPM em 1992, a Medalha Mather por contribuições à geologia de Ohio pelo Ohio Survey em 1999 e o Prêmio de Educador Notável da Seção Leste da AAPG em 2000.

Professor Potter era acima de tudo um gentleman.

A geologia perdeu um de seus amantes.

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